twitter
rss


...Um novo campo de atuação onde o Pedagogo desenvolve seu trabalho em ambiente domiciliar e hospitalar, auxiliando as crianças e jovens a darem continuidade ás atividades educacionais, mesmo estando afastados da escola regular.
Muito se tem falado sobre Qualidade de Vida, de como aplicá-la aos seus dias de forma a viver sua saúde física e mental em equilíbrio, de estar de bem consigo, com as pessoas, em harmonia com a vida.
A Pedagogia Hospitalar vem se expandindo no atendimento à criança hospitalizada, e em muitos hospitais do Brasil tem se enfatizado a visão humanística. Como pratica deste trabalho Humanista, o nosso trabalho deverá ser o de ter os olhos voltados para o ser global, e não somente para o corpo e as necessidades físicas, emocionais, afetivas, e sociais do individuo.
Como referencial teórico, utilizo as experiências e pesquisas realizadas nos hospitais do Brasil onde a Classe Escolar Hospitalar foi implantada no auxílio de tratamentos às crianças e adolescentes. Meu objetivo é conscientizar, discutir e ampliar as idéias dos profissionais da educação e da saúde, quanto a proporcionar uma melhor qualidade de vida, para todas as pessoas que requerem um cuidado e um olhar especial para um atendimento individualizado, seja no atendimento domiciliário ou hospitalar.
Procurando favorecer toda estratégia que ajude o desenvolvimento desta modalidade educacional e que sensibilize os agentes da educação e da saúde sobre a importância do atendimento educacional à criança hospitalizada, faz-se necessário construir um espaço para profissionais dedicados à atenção às crianças e jovens que devem permanecer hospitalizados, com o objetivo de sensibilizar para a questão, trocar experiências e refletir sobre pedagogia hospitalar, oferecendo ferramentas para o desenvolvimento desta modalidade educacional e explorando sua relação com o sistema educacional formal.
Tendo em vista o embasamento legal, contido na legislação vigente que amparam e legitimam o direito à educação, os hospitais devem dispor às crianças e adolescentes um atendimento educacional de qualidade e igualdade de condições de desenvolvimento intelectual e pedagógico.
A inserção do ambiente escolar no período de internação é importante para a recuperação da saúde da criança, já que reduz a ansiedade e o medo advindos do processo da doença.

Por Rodrigo Ramos
A razão prevalece sobre a emoção, ou é a emoção que fala mais alto que a razão? Eis a questão! Não é à toa que o velho slogan pronunciado diversas vezes no nosso cotidiano (se conselho fosse bom!) entra como uma luva no decorrer das décadas. Por que é tão difícil mudar o comportamento de uma pessoa? Por que, mesmo através de conselhos repetitivos, existem pessoas que preferem fazer as coisas do seu jeito, mesmo sendo o jeito improdutivo ou errado? O que faz um bom conselho perder sua força?
Seguindo a visão da psicanálise, através das ideias de pensadores como Freud, Lacan e Jorge Forbes, acredito que existe uma espécie de curto circuito na relação entre mente e corpo. Isto se torna perceptível quando paramos um pouco para refletir que não somos máquinas e nem perfeitos, que mudamos nossas emoções a todo o instante, que escorregamos, erramos e que, conseqüentemente, também temos sonhos, fantasias e desejos que vão além da nossa ilusão racional de completude. Ou seja, a nossa razão pode desejar a perfeição, desejar que a nossa trajetória seja estável, consistente e sem erros, mas sempre existirá o outro lado da nossa intimidade que nunca poderemos controlar. E isso, paradoxalmente, é muito bom, pois nos protege da possibilidade de acreditarmos que somos figuras padronizadas, sem desejo e singularidade.
Para clarificar mais a discussão, vou discorrer o texto dividindo as ideias e diferenciando a mente racional do corpo emocional. Podemos dizer que a mente racional relaciona-se muito bem com as ideias de perfeição, de completude, daquilo que é certo e moralmente correto. Já, quando falamos do corpo emocional, levamos em consideração o lado da vida que, a maioria das vezes, não está em harmonia com as ideias impostas pela razão. O corpo emocional está mais relacionado ao inconsciente, a parte fora da série, daquilo que, segundo Chico Buarque, escapa ao sentido.
Para ilustrar melhor, podemos citar o exemplo do motorista que percorre por uma rodovia com limite (mente racional) de velocidade de 100 km/h, mas prefere (corpo emocional) dirigir a 200 km/h, porque provavelmente lhe dá mais prazer "andar fora da linha", mesmo tendo noção do excesso cometido. O corpo acaba falando mais alto! Outro exemplo clássico e interessante é o da pessoa que fuma dois maços de cigarro por dia (corpo emocional), tendo total consciência (mente racional) sobre os males que o fumo lhe causa. Ou podemos citar o comportamento da pessoa consumista, que sempre quando passa ao lado de uma loja acaba gastando uma fortuna, mesmo consciente da falta de crédito e do excesso de dívidas.
Olha só que curioso! Ao refletirmos sobre exemplos triviais, já começamos perceber que no cotidiano do humano existem constantes conflitos internos entre a mente racional e o corpo emocional, irracional e inconsciente. É por este motivo, entre outros mais, que é tão difícil mudar um comportamento da noite para o dia. Muitas vezes, acessar somente a consciência através de conselhos não é o bastante para mudar uma atitude, ou mudar um método de como fazer as coisas. É preciso ir além da consciência, pois é necessário que o seu corpo emocional, e muitas vezes, seu inconsciente sejam tocados para ocorrer êxito. Quando não existe uma transformação neste sentido, percebemos uma mudança rasa, superficial e sem força.
Para descermos mais no assunto, gostaria de propor alguns pontos de reflexão para fortalecermos a nossa discussão: vamos falar um pouco da relação entre comportamento e prazer.

A relação entre comportamento e prazer
Seguindo as trilhas de Freud, em seu Best seller, Para Além do Princípio do Prazer, podemos notar que nesta grande obra o Pai da Psicanálise expõe de forma brilhante a existência de uma energia presente no comportamento do ser humano que vai além do equilíbrio, além das necessidades básicas, que nomeou de Pulsão. Sendo simplista na explicação, podemos descrever a Pulsão como uma energia que vai além do equilíbrio, que excede os limites da harmonia, que se repete e é dotada de prazer e, ao mesmo tempo, desprazer.
Para clarificar o conceito, podemos usar o exemplo da mulher que permanece casada durante décadas com o mesmo marido, mesmo sendo violentada verbalmente e fisicamente. Todos podem escutar suas lamentações, que seu casamento é terrível, que ele não presta, porém, não tem coragem de acabar com a "estabilidade" do matrimônio. É preferível sofrer com o que se tem, para evitar a dor de nada ter. Ela vive, ao mesmo tempo, o desprazer dos insultos lançados pelo marido e o prazer de manter o casamento em "equilíbrio", de estar com alguém, mantendo a ilusão do famoso slogan: "até que a morte os separe".
Outro exemplo interessante, que ilustra o paradoxo entre um comportamento dotado de prazer e desprazer, seria do próprio dependente químico que, mesmo consciente dos males que a droga lhe causa, permanece viciado. Basta escutarmos nos noticiários o quanto é difícil e paradoxal o relacionamento do dependente com a droga: "Isso aqui não presta, só faz mal, mas não consigo viver sem".
Agora, trazendo para a realidade profissional, o mesmo acontece com as pessoas insatisfeitas e frustradas com seus empregos atuais, que ficam paralisadas na hora de tomar uma decisão para mudar o ambiente, ou de ambiente, porque se acomodam no status quo e, por este motivo, também sentem sua cota de prazer na "estabilidade" ilusória. Ou seja, podemos concluir que, mesmo prejudicadas, pessoas que permanecem com a mesma forma de pensar, de se comportar, com o mesmo padrão, relacionamento afetivo péssimo, ou com o mesmo emprego ruim, carregam suas pitadas paradoxais de prazer e desprazer. Enfim, o ser humano e suas ironias. Agora, gostaria de correlacionar tudo isso que trabalhamos com outro ponto importante: a repetição do comportamento.
O comportamento repetitivo, para o bem ou para o mal

Outro ponto de reflexão que nos ajuda a pensar sobre o que faz as pessoas permanecerem com seus comportamentos engessados, acompanhados de prazer e desprazer, é a repetição constante. Pensando de forma lógica, aquilo que causa prazer e/ou desprazer, também causa repetição. Pontos de satisfação causam repetição. Crianças costumam fazer isso constantemente. Pedem toda hora para repetir de forma incansável uma atividade que lhes trouxe satisfação corporal. Já, quando crescem e se tornam "crianças-adultas", continuam repetindo comportamentos inconscientemente prazerosos e/ou desprazerosos.
É o que acontecia com um ex-colega de trabalho, que tinha satisfação em ser espaçoso. Interrompia as pessoas, falava alto, gritava e dispersava todos repetidamente. Este era o seu "barato", o seu "jeitão" de ser, pois tinha prazer em fazer isso, mas não tinha a menor consciência dos impactos que causava nas pessoas. No entanto, quando recebeu o famoso feedback sobre seu comportamento, os problemas começaram a surgir. Passou a vivenciar conflitos entre a mente racional e o corpo emocional. Sua mente racional dizia que deveria "arrumar" seu comportamento para não invadir o espaço das pessoas e o seu corpo emocional agia conforme o jeito espaçoso (e prazeroso) de ser. Olha só! Surge novamente o paradoxo entre prazer e desprazer. Sua mente racional gritava alto, dizendo que devia mudar e isso lhe causava muito desprazer. Porém, o seu corpo emocional continuava gozando do ato e isso lhe causava prazer. Após certo tempo, não teve jeito, nosso colega de trabalho foi procurar um lugar onde pudesse aumentar seu espaço, pois o contexto cultural onde trabalhávamos não permitia pessoas desse "estilo". Uma hora ele acertará sua trajetória.
Mas o que fazer para inserir nossas diferenças comportamentais, algumas insuportáveis, na relação com os outros?
Comportamentos prejudiciais devem ser eliminados?
O que fazer para solucionar os conflitos entre mente e corpo? Será que é preciso cortar o mau pela raiz? Será que é necessário punir aqueles que se comportam de maneira improdutiva? Será que deveríamos encaminhar todos os errantes para uma clínica da "padronização", para que sejam orientados de forma ortopédica? Creio que não. Não devemos e não podemos corrigir o ser falante, engessando seu comportamento e o adequando ao contexto, mas diria que a solução, como diria Jacques Alain Miller, seria legitimar suas diferenças. Não no sentido de aceitar o comportamento destrutivo do outro. Legitimar não é deixar o outro fazer o que bem entende, mas também não significa eliminar o mau pela raiz.
Se nos espelharmos em qualquer exemplo de vida, podemos perceber que as pessoas não eliminam seus comportamentos ruins, mas simplesmente conseguem realinhar a energia para uma coisa boa, ou melhor, construtiva. Um amigo meu, que se tornou um excelente palestrante, não por acaso, quando era jovem, gostava de se exibir, contava piadas na escola e adorava provocar as pessoas. Por conta deste comportamento, passou por diversas situações complicadas até perceber que poderia transformar seu defeito em qualidade.
Percebeu que poderia reinventar sua exibição e seu jeito provocador de forma construtiva e não destrutiva, como vinha fazendo. Percebeu que poderia usar suas ferramentas, anteriormente maléficas, para estimular as pessoas a se desenvolverem através da linguagem. Meu amigo não poderia eliminar um comportamento tão enraizado no seu inconsciente corporal, mas percebeu que poderia resolver o conflito do prazer e do desprazer, canalizando sua energia, seu "barato" para algo que enriquecesse o outro. Isso passou a ser a sua missão. Ele simplesmente lapidou o seu carvão na busca eterna pelo seu precioso diamante.
Que maravilha que é o ser falante! Quanto mais consegue ajustar seus comportamentos prejudiciais, canalizando sua energia para atitudes construtivas, sem arrancar o bom "barato", consegue se aproximar daquilo que é mais singular em seu íntimo. Mas este é um assunto para outro artigo.
Faça bom proveito de si, ou como diria o filósofo Martin Heidegger - devore o teu Dasein!



O que é?
A hiperatividade e déficit de atenção
É um problema mais comumente visto
em crianças e se baseia nos sintomas
de desatenção (pessoa muito distraída)
e hiperatividade (pessoa muito ativa, por vezes agitada,
bem além do comum). Tais aspectos
são normalmente encontrados em pessoas
sem o problema, mas para haver o diagnóstico
desse transtorno a falta de atenção
e a hiperatividade devem interferir significativamente
na vida e no desenvolvimento
normais da criança
e do adulto.
Quem apresenta?
Estima-se que cerca de 3 a 6%
das crianças na idade escolar
(mais ou menos de 6 a 12 anos de idade)
apresentem hiperatividade e/ou déficit de atenção. O diagnóstico antes dos
quatro ou cinco anos raramente é feito, pois o
comportamento das crianças nessa idade é muito variável,
e a atenção não é tão exigida quanto de crianças maiores.
Quais são os sintomas da pessoa com desatenção?
freqüentemente deixa de prestar atenção a detalhe
s ou comete erros por descuido em atividades escolares,
de trabalho ou outras;
com freqüência tem dificuldades para manter a atenção em tarefas
ou atividades recreativas;
com freqüência não segue instruções e não termina seus deveres
escolares, tarefas domésticas ou deveres profissionais,
não chegando ao final das tarefas;
freqüentemente tem dificuldade na organização de suas
tarefas e atividades;
com freqüência evita, antipatiza ou reluta em envolver-se em
tarefas que exijam esforço mental constante (como tarefas escolares ou deveres de casa);
freqüentemente perde coisas necessárias para tarefas ou atividades;
é facilmente distraído por estímulos alheios à tarefa
principal que está executando;
com freqüência apresenta esquecimento
em atividades diárias;
Sintomas relacionados ao que se chama impulsividade
- freqüentemente dá respostas precipitadas antes
de as perguntas terem sido completadas;
- com freqüência tem dificuldade
para aguardar sua vez;
- freqüentemente interrompe ou se mete em assuntos de outros
(por exemplo, intrometendo-se em conversas ou brincadeiras de colegas).





Construção de 03 brinquedos, utilizando sucatas.
Explorar a utilidade didática dele, como brincar com ele, articular com a aprendizagem e apresentar para a classe de forma bem psicopedagogica.
O Jogo Ping-Pong na prática educativa
Desenvolve habilidades de raciocínio diante de situações que demandam respostas e contribui para a construção e organização do pensamento lógico-matemático. Além de aumentar a auto-estima e a confiança, diminui a dependência, desenvolve o sentido de cooperação, diminui a rejeição às tarefas, aumenta o interesse na participação das aulas, motiva, desenvolve a criatividade, aumenta a concentração e a atenção, diminui a indisciplina, também possibilita o desenvolvimento cognitivo do aluno, produzindo, construindo e aprimorando alguns conceitos matemáticos.
E ainda possibilita:
• A melhoria do desempenho físico, propiciando um espaço de socialização, desenvolvimento de habilidades e competências necessárias.
• Melhora a circulação sanguínea;
• Desenvolve a velocidade de raciocínio e habilidades;
• Melhora a coordenação motora e reflexos;
• Melhora a visão escrita e exercita os nervos dos olhos;
• Melhora a capacidade de aprendizado, concentração e raciocínio abstrato;
• É considerado um dos esportes que mais utiliza o cérebro;
• Possibilita a percepção do próprio corpo e domínio corporal;
• Desenvolve a lateralidade;
• Desenvolve e aprimora o relacionamento social.
Bilboquê

Bilboquê: É um brinquedo antigo de aproximadamente 475 anos que teve uma ampla disseminação pelo mundo, recebendo nomenclatura diferente em cada região. No Japão, o bilboquê recebe o nome de kendama; na maioria dos países latino-americanos, recebe o nome de balero.
Como pode ser trabalhado na sala de aula:
Sendo o brincar um ato de movimentar-se, a criança tem a possibilidade de expressar-se espontaneamente, utilizando o movimento como forma de aprendizagem sobre si e sobre o universo que a cerca, conhecendo seus próprios limites, desenvolvendo a capacidade de solucionar problemas.
Objetivos:
• Possibilitar a criança através da brincadeira com o bilboquê o desenvolvimento da motricidade, noção espacial e lateralidade.
• Aprimorar a capacidade de percepção e reflexo.
• Construir o próprio brinquedo através de materiais descartáveis, estimulando a criatividade dos alunos.
Jogo dos 10
Objetivos- trabalhar a contagem até 10, operações de subtração e adição, respeito às regras do jogo, esperar a sua vez de jogar.
Jogo utilizando 2 garrafas pets, 10 bolinhas de gude, fita adesiva larga e cartões de papel para registro dos pontos. O nome do jogo é "jogo dos 10" é uma espécie de bilboquê onde as crianças devem colocar as bolinhas de gude dentro do funil, ganha o jogo quem colocar mais bolinhas dentro do funil.

A brinquedoteca é um espaço de aprendizagens significativas, prazerosas e cooperativas. A criança aprende pelo manuseio de materiais, de cores, de tamanhos, de formas, de sons, de texturas e resistências diferentes. Com a riqueza do material lúdico e de sucata, reconhece, identifica as semelhanças e diferenças, abstrai, classifica, simboliza. Um ambiente lúdico tão rico, com certeza contribuirá para o desenvolvimento de experiências de sucesso no espaço escolar possibilitando à criança a oportunidade de desenvolver a iniciativa, a autonomia e enriquecer as interações sociais.
Os jogos proporcionam estratégias facilitadoras na construção do conhecimento, não esquecendo um planejamento prévio dessa ação, auxiliando assim, o raciocínio da criança, pois o jogo sendo bem direcionado faz deste ato de jogar por si só, suficientes para cumprir objetivos próprios e essenciais (predeterminados) para o desenvolvimento biopsicossocial da criança, porque ao jogar, a mesma está movimentando todos os músculos, o seu cognitivo (memória, percepção, etc.) e todo o envolvimento social, pois estará em contato com outras crianças, aprendendo também a perder e a ganhar, caracterizando uma situação de iniciativa em poder brincar com aquilo que é de seu interesse e de sua própria habilidade.

Que tudo que aprendemos seja luz para os nossos caminhos...
Que a amizade forjada nos tempos de estudos juntos seja maior que as distancias que agora vão nos separar.
Vivemos meses juntos e carregamos a marca da experiência, pois.
Sabemos que ninguém pode criar velhos companheiros de recordações em comuns, como horas vividas juntas, momentos de impulsos afetivos, empolgação com o novo, medos e alegrias.
Não chegamos ao fim, mas ao inicio de uma longa caminhada, porque enquanto acreditamos nos nossos sonhos, nada é por acaso.
A Mestre Gal Lyra pessoa singular e muito especial

Grande Mestre!
Amiga
Líder
Leal
Inteligente
Responsável e realista
A fetuosa, e autentica.

Não basta ensinar ao homem uma especialidade. Por que se tornará,assim uma máquina utilizavel e não uma personalidade. É necessario que adquira um sentimento, um senso prático daquilo que vale a pena ser aprendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto.
Einstein
Sucesso, harmonia e muito humanismo.
Para todos!
Karmem Amambahy
Karmem_2010@hotmail.com
12/11/2010



O Curso de Extensão em Psicopedagogia Hospitalar proporcionado pela Faculdade Batista Brasileira nos mostrou na pratica e na teoria a construção de pontes entre saúde e educação que desmistifica o pré-conceito e a idéia de que o pedagogo exerce sua função apenas em sala de aula.
A psicopedagogia hospitalar é um vasto leque de atuação do pedagogo. Ela busca oferecer assessoria e atendimento pedagógico humanístico tanto para o paciente quanto para o familiar, na busca de promover situações e atitudes educativas a partir do efetivo com o doente e com o ambiente. A atuação desse profissional extrapola a sua formação, gerando inúmeras possibilidades de transferência de conhecimento, apoiado pelos valores humanísticos e éticos no desenvolvimento humano. A ação do psicopedagogo hospitalar não deve perder de vista o alvo do seu trabalho – o ser humano - que no momento necessita de ajuda para soerguer-se de seu estado físico e psicológico acarretado pela doença ou hospitalização.
A psicopedagogia hospitalar, integrada em seu contexto: família, criança/adolescente, escola, profissionais da saúde e da educação e sociedade se faz necessário uma permanente vigilância da qualidade de suas ações. A fim de que continue progredindo na aprendizagem cultural, formativa e, muito especialmente, quanto ao modo de enfrentar a sua enfermidade, com vistas ao autocuidado e á prevenção de outras possíveis alterações na sua saúde. A responsabilidade assumida pelo psicopedagogo nas suas relações com os enfermos exige também experiência no plano da psicologia do desenvolvimento e da educação. No quadro de suas atividades, os hospitalizados têm assim, ocasião de exteriorizar situações conflituosas, por meio de múltiplas atividades psicopedagogicas. Atividades estas representadas de maneira lúdica, recreativa, como o envolvimento em atividades com musica e canções, dramatizações, desenhos e outras tantas possibilidades expressivas e evidenciadas em sua ação. Essa ação de humanizar é desenvolvida na coletividade, por meio de ações educativas formadoras e incentivadoras dos processos emancipatórios. O atendimento prestado em uma classe hospitalar é, também, fator que contribui para o enfrentamento do estresse da hospitalização. Também é mais uma oportunidade que possibilita a ampliação das habilidades e competências para enfrentar as demandas do mercado de trabalho. Atividades práticas e lúdicas contribuem para a adaptação, motivação e recuperação do paciente, proporcionando-lhes um ambiente físico, emocional e pedagógico saudável e enriquecedor. Ao deixar de pensar na doença, a criança/paciente envolve-se nas atividades, sente-se feliz e produtiva, cria expectativas para o futuro e para a volta ao convívio familiar e social.
A implantação de brinquedotecas em hospitais infantis é prevista Ana lei federal 11.104, de 21 /03/05, que passou a vigorar 180 dias após sua publicação, o que torna obrigatória a instalação de brinquedotecas em hospitais que oferecem internação pediátrica. A lei prevê penas de advertência, interdição, cancelamento da licença ou multa para os hospitais que não se adaptarem á nova norma. Se pensarmos no imaginário infanto-juvenil do ser humano, a brincadeira é parte estrutural de todo desenvolvimento. Não é um mero passatempo, promove socialização, criatividade, decisões e descoberta do mundo. A criação de brinquedotecas e as atividades desenvolvidas estão tendo efeitos muito gratificantes. Culturalmente o ambiente hospitalar é visto como local de sofrimento. A criança e o adolescente, com sua sensibilidade, podem sentir e absorver essa relação com muito maior intensidade que o adulto. Em conseqüência, respondem negativamente, nesse ambiente, com reações de impaciência, medo, tensão, indisciplina, choro, irritabilidade e outros. Diante disso a necessidade de espera cria grande dificuldade para a criança, para os pais ou responsáveis. O ato de espera passa a ter uma conotação de ameaça, de tortura criando, criando uma expectativa negativa, dificultando a interatividade entre ela, o ambiente e o medico na hora da consulta. Para amenizar esse contexto nasceu à idéia de se criar um ambiente hospitalar que ao contrario de representar uma ameaça, pudesse trazer conforto, alegria e descontração, surgindo assim um novo cenário com cadeirinha, mural interativo atividades com fantoches, musicas, jogos, e outras tantas modalidades relacionadas aos aspectos físicos, materiais e humanos. O trabalho do educador no campo pedagógico hospitalar pode ser ampliado e com isso surgiram novas oportunidades, mas ainda estamos caminhando a passos lentos. Também desenvolvemos trabalho de sensibilização e orientação didático hospitalar para os pais e/ou acompanhantes.
Realizamos atividades diversificadas, integrado e dinâmico esclarecendo as diferenças da rotina da internação, possibilitando o resgate da sua auto-estima.
Outra questão também fundamental para o trabalho no hospital diz respeito às questões éticas, isto é, toda a comunicação entre pacientes e profissionais das diversas áreas deve ser resguardada, respeitando assim, o direito de privacidade das informações de cada paciente, bem como, a confiança que o paciente deposita nas pessoas com que se relaciona.
É preciso algumas habilidades e competências para atuação da psicopedagogia hospitalar, como capacidade de apreciar a existência de medidas humanizadora (como presença de brinquedoteca, presença dos pais como acompanhantes integrais à internação) e integrá-las as atividades coerentes hospitalares. Valorizando a dimensão humana e subjetiva, presente em todo ato de assistência à saúde. Através desse trabalho pude perceber o quanto a psicopedagogia hospitalar é necessária para o tratamento do paciente. Oportuniza aos alunos internados acompanharem o processo de aprendizagem sem bloqueios ou atrasos. Essa nova vertente oferece subsídios educacionais e pedagógicos ao enfermo para ajudá-lo em sua recuperação, pois carinho, calor humano, atenção e afeto constituem elementos fundamentais para a saúde, física, espiritual e cognitiva.
No Brasil, a visão humanística que muitos hospitais procuram enfatizar, na sua pratica vem demonstrando que, não é só o corpo que dever ser “olhado, mas o ser integral, suas necessidades físicas, psíquicas e sociais”.Portanto cabe a nós psicopedagogos perceber as intenções subjetivas das respostas as necessidades do paciente e tomar iniciativas de quebrar barreiras e transpor muros da indiferença. O Estagio hospitalar foi uma experiência que proporcionou uma reflexão sobre tudo o que aprendemos no curso dando segurança e conhecimento pratico para a nossa trajetória profissional.Tivemos como referencia o hospital municipal de Euclides da Cunha, que oferece atendimento diversificado ao publico, a nossa proposta era de alguns dias de observação para que pudéssemos conhecer algumas patologias. Conhecer todo ambiente e processo. Leitos, pacientes, patologias para acompanharmos.
A idade e realidade dos pacientes eram diversificadas, sendo a maioria moradora da zona rural e de outras cidades circunvizinhas. Dentro de nossas observações levamos também em consideração as orientações da nossa professora Gal Lyra sobre comportamento e higiene.Pensar no paciente como um ser ativo que necessita de afeto, compreendendo esse desafio de vivenciar o processo da educação em um ambiente diferenciado da escola. É necessário que exista um vinculo com elas para que a aprendizagem flua de maneira proveitosa. Elaboramos diversas atividades desafiadoras e motivadoras com a finalidade de trazer as crianças para dentro desse processo. Trazer também a família e os acompanhantes para fazerem parte desse processo, pois a psicopedagogia hospitalar deve contar com o apoio dos familiares no decorrer do tempo, para que a recuperação e cura do paciente seja mais eficiente no tratamento desenvolvido.Inicialmente houve certa resistência de alguns funcionários na aceitação do nosso trabalho mas como diz Paulo Freire é preciso que o educando relacione-se com o meio que esta inserido, para que assim crie sua identidade pessoal, e possa relacionar aquilo que lhe foi mediado de forma significativa para si próprio. O estagio a ser desenvolvido no ambiente hospitalar terá duração de 30 horas de pratica com os pacientes com determinadas patologias que através de observações, acompanhamento, procuramos entender e compreender as constantes mudanças as quais passam. Os pacientes observados são muitos receptivos e na sua maioria mostram grande interesse ao novo. Muitas vezes encontram-se numa realidade de exclusão social afastados do ambiente familiar, da sua cidade, solitários e tristes, sem aceitar e entender aquela situação patológica.O foco da psicopedagogia hospitalar é justamente essa comunicação que se dá através da segurança, das brincadeiras. A criança, os pacientes em geral precisam “esquecer” a sua dor, voltando se para atividades educativas que proporcionem afeto, conforto e solidariedade em meio a esse momento de enfermidade.No primeiro momento após escolhermos os pacientes com determinadas patologias faremos a anamnese com intuito de conhecer melhor e elaborar as atividades de socialização e valorização da auto-estima com os quais realizaremos nas praticas pedagógicas.
Maria do Carmo Abreu Silva Amambahy

REFERENCIAS
BIERMANN, G. Acriança e a hospitalização - Documento destinado á classe médica. Roche, 1908




DIYNG YOUNG (Julia Roberts), UM GOLPE DO DESTINO, O ÓLEO DE LORENZO (Nolte Sarondan),
O filme de Patch Adams, o amor é contagioso de Robin Williams, passa uma mensagem de esperança, espalha bactéria ou vírus do amor.