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FICHA DE OBSERVAÇAO:

1. Ela tem brincado ultimamente?
2. Quanto tempo fica nesta atividade?
3. O que faz com aquela brincadeira?
4. Brinca sozinha? Brinca com alguém?
5. Brinca em grupo?
6. O que ela esta expressando?
7. Quais as regras?
8. Como esta brincando?
9. Criou novas regras?
10. Permaneceu em regras impostas?
11. Qual a sua reação?
12. O que aparece neste jogo?
13. Para que serve este jogo ou brincadeira?
14. Como cuidar dos brinquedos?
15. Quais brinquedos prefere?

Primeira instituição de palhaços em hospitais fundada no Brasil, desde 1991 os Doutores da Alegria já visitaram cerca de 350 mil crianças e adolescentes hospitalizados, ou ainda 500 mil familiares, atuando com cerca de 10 mil profissionais de saúde. Trata-se de uma organização de utilidade pública, não-governamental e sem fins lucrativos, fundada pelo ator Wellington Nogueira, com base na experiência adquirida com o grupo Clown Care Unit de Nova Iorque. Atualmente está presente em três capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, e conta com 35 atores profissionais especializados na arte do palhaço e em técnicas circenses. Todos passam por uma seleção prévia, recebem treinamento específico para desempenhar seu trabalho junto aos jovens internados e são devidamente remunerados por essa intervenção artística.
Inovadores, são a única organização do gênero no mundo a contar com um Centro de Estudos próprio, responsável por pesquisar e difundir o conhecimento adquirido. Dentre suas ações, figuram a produção de pesquisas científicas, teses, publicação de livros e a parceria desde 2002 com o Ministério da Saúde, na área de formação profissional.
Para desenvolver suas ações, os Doutores da Alegria contam com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura (do Ministério da Cultura) e com a parceria de diversas empresas e pessoas físicas. Seus recursos são captados por meio de sua Central de Sócios Mantenedores, da venda de produtos exclusivos e da realização de palestras. Não realizam nenhuma ação de captação de recursos (financeiros ou de qualquer outra natureza) em transportes públicos, cruzamentos de trânsito, instituições públicas ou serviços de telemarketing. Tampouco é cobrado dos hospitais e de pais das crianças e jovens internados para receber o trabalho dos artistas da organização.
O conhecimento adquirido pela instituição desde 1991 despertou a atenção de artistas, de profissionais da área da saúde interessados na humanização hospitalar e da classe empresarial, que vem investindo em palestras ministradas pelos Doutores da Alegria.
Por meio de seminários e oficinas práticas, os participantes puderam aprofundar o olhar e refletir sobre seu cotidiano de trabalho e relacionamentos. O Centro também disponibiliza um acervo sobre o assunto, como livros, artigos, documentos e teses. Já pelo site www.doutoresdaalegria.org.br, o usuário pode acessar o conceito e a finalidade do Centro, artigos, relatórios e links especializados sobre o assunto, novidades, eventos e seminários que estejam acontecendo, referências bibliográficas, a pesquisa dos efeitos que o humor exerce sobre a saúde, e o Fórum de Discussões, onde podem ser elaboradas e discutidas as mais variadas questões.
Ao completar quatorze anos de fundação, os Doutores da Alegria inovam mais uma vez ao lançar revista semestral que primará pela diversidade de temas e tratará também artigos de profissionais convidados, de diferentes áreas do saber
O caderno Boca Larga – Coleção Doutores da Alegria surgiu da necessidade do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da instituição de divulgar suas atividades, ampliando assim o seu alcance. A proposta da revista é tratar, a cada novo volume, de um tema diferente. Partindo da constatação de que há atualmente poucas publicações sobre palhaços e, mais ainda, sobre palhaços em hospitais, para esse volume inaugural foram escolhidos como assuntos a serem abordados a formação desse artista; qual a procedência histórica do palhaço brasileiro; ética e qualidade no trabalho de palhaços em hospitais.

Para Wellington Nogueira, fundador e coordenador artístico dos Doutores da Alegria, o primeiro volume da coleção Boca Larga auxiliará na formação de futuros artistas e no aprimoramento daqueles que já estão em contato com o público dos hospitais: “Bem fundamentados, podemos discutir e instigar cada vez mais ética e qualidade na atuação do palhaço, do artista cênico, do palhaço que vai para o hospital, do ator que busca novas formas de tocar seu público, do artista que busca novos públicos, de toda essa legião de pessoas cuja paixão e respeito pelo ofício de artista faz com que o mundo viva, perceba e encontre beleza, sentido, solução”.
De acordo com estudos recentes, o ato de rir beneficia a saúde do ser humano (comprovadamente, facilita a vasoconstricção e reduz o fluxo de sangue para a pele, diminuindo a sensibilidade cutânea e produzindo o relaxamento muscular). Mestre em psicologia responsável por uma pesquisa que constatou os benefícios da atuação dos Doutores da Alegria na recuperação de jovens hospitalizados, “Hoje sabemos de resultados importantes da intervenção dos palhaços – mudança de comportamento expressiva na criança alimentando-se melhor, aceitando medicações e exames, melhora da comunicação com pais e profissionais da saúde e a diminuição do stress da internação. Neste sentido esta revista pretende ser um espaço de encontro, conversa e conhecimento para temas que falem de humor, arte e desenvolvimento da saúde. Visa colaborar na construção de bases sólidas para que a atividade do palhaço se estabeleça como lugar de desenvolvimento cultural e transformação social”.






Aluno:
Data:
Curso: Período
Disciplina:
Professor:

1) Tema do filme:

2) Autor do filme:


3) Dados Positivos do filme:

4) Dados negativos do filme:


5) Mensagem final do filme para o nosso cotidiano:

6) Que mudaria no filme?


7) Qual a base de Pesquisa que você poderia extrair do filme?

Por Karmem Amambahy
Diante de todo o contexto envolvendo dificuldade de aprendizagem, é necessário que muito se reflita acerca de como podemos contribuir na aprendizagem desses alunos.
Temos que ter em mente que não há criança que não aprenda o que ocorre é que algumas aprendem de modo mais rápido, outras não. Sem sombras de dúvida, para o sucesso escolar desses alunos com dificuldade de aprendizagem falta uma associação de fatores que envolvam ambiente adequado + estímulo+ motivação + organismo, possibilitando que o professor na sua árdua tarefa de lidar com as mais diferentes adversidades saiba que antes de tudo, se faz necessário saber avaliar, distinguir e principalmente querer mudar, respeitando cada criança em seu estado de desenvolvimento.
Por que a dificuldade de aprendizagem é um déficit específico da atividade acadêmica, enquanto o distúrbio de aprendizagem é uma disfunção intrínseca da criança relacionada aos fatores neurológicos.
As crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados. Os distúrbios de aprendizagem não devem ser confundidos com deficiência mental.
Considera-se que uma criança tenha distúrbio de aprendizagem quando: Não apresenta um desempenho compatível com sua idade. Apresenta discrepância entre seu desempenho e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita, compreensão de ordens orais, habilidades de leitura e compreensão e cálculo e raciocínio matemático.
Apresenta problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas. O problema de aprendizagem não é devido a deficiências visuais, auditivas, nem a carências ambientais ou culturais, nem problemas emocionais. Os diagnósticos são um emaranhado de situações associadas. A tomada de decisão diagnóstica envolve a ponderação da adequação de diferentes diagnósticos. Isto é um processo e as decisões diagnósticas não são possíveis até que haja dados suficientes.
Uma parte importante e às vezes negligenciada da avaliação da criança com distúrbios de aprendizagem é o fornecimento de um feedback ou retorno aos pais, a profissionais e ao aluno.
Os sintomas que aparecem ou são manifestados:
Distúrbios da atenção e concentração que retrata os comportamentos dos alunos.
Dificuldades de leitura manifestada pela aquisição das competências básicas relacionadas a fase de decodificação, como sendo a compreensão e interpretação de textos, as dificuldades de escrita e presença de erros ortográficos em geral.
Dificuldades na matemática, que se revelam na aquisição da noção de números, no lidar com quantidades e relações espaços-temporais e problemas de aquisição e utilização de estratégias para aprender, manifestados na falta de organização comprometendo o sucesso na aprendizagem.
E prestar atenção, compreender, aceitar, reter, transferir e agir são alguns dos componentes principais da aprendizagem.
As causas mais freqüentes para as dificuldades de aprendizagem são: Escola, Fatores cognitivos, Desenvolvimento da linguagem, Fatores afetivo-emocionais, Fatores ambientais (nutrição e saúde), Diferenças culturais e ou sociais.
Escola é onde estão incluídos os fatores intra-escolares como inadequação de currículos, de programas, de sistemas de avaliação, de métodos de ensino, e relacionamento professor - aluno. Vale salientar a necessidade de diferenciar com uma especial atenção, as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares. Para elas essas últimas revelam a incompetência da instituição educacional no desempenho de seu papel social e não podem ser consideradas como problemas dos alunos.
É comum ainda vermos professores usando material de ensino desestimulante, desatualizado, totalmente desprovido de significado para os alunos, sem levar em consideração suas diferenças individuais. O aluno não se envolve no processo de ensino-aprendizagem e fica mais difícil a assimilação de conhecimentos.
Não podemos considerar essas crianças defeituosas, ou deficientes, elas podem sim aprender! É preciso procurar uma forma de ensino e não algo que esteja errado na criança. É provável que seu método de ensino e a forma de aprendizagem pela criança estejam em defasagem. Nem a criança nem o professor devem ser responsabilizados por isso, mas o professor pode ser responsável se não tentar algo mais.
O papel da escola é desenvolver o potencial de cada um, respeitando as características individuais do aluno e sempre procurando reforçar os pontos fracos e auxiliando na superação dos pontos fracos, evitando dessa forma que as dificuldades que as crianças possuem na sejam motivos para serem excluídas no processo de aprendizagem e muito menos possam ser rotuladas ou discriminadas.
Outro fator no papel da escola é a família, pois permite a troca de experiência entre pais e professores. É muito importante que haja uma integração entre ambos. Tanto os pais quanto os professores precisam entender que as dificuldades que a criança possua não é culpa de ninguém, e que se tiver um trabalho em conjunto todos serão beneficiados, principalmente a criança.


Referências Bibliográficas
• FONSECA, V. Introdução às dificuldades de aprendizagem. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
• CIASCA, Sylvia M. Distúrbio de Aprendizagem: Proposta de Avaliação Interdisciplinar. S.P: Casa do Psicólogo, 2003. Pp 19 – 29.
• PENNINGTON, Bruce F. Diagnóstico de Distúrbios de Aprendizagem. S.P: Pioneira, 1997. Pp 34 – 40. Cap.3, Parte I.



PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR – O VINCULO AFETIVO DA CRIANÇA HOSPITALIZADA COM A APRENDIZAGEM.

Por Maria do Carmo A.S.Amambahy

A proposta da Psicopedagogia hospitalar é ser o interlocutor de todos os que passam por internações. Embasados na técnica e na pratica utilizando todo o seu conhecimento para criar um mundo onde as pessoas se preocupam umas com as outras. Promovendo a integração entre a criança, a família, a escola e o hospital, amenizando os traumas da internação e contribuindo para a interação social em busca da qualidade de vida intelectiva e sociointerativa.
A Psicopedagogia hospitalar contribui para a melhoria da qualidade de saúde e auto-estima dos pacientes internados proporcionando uma intervenção com ludicidade, humanização e aprendizagem, onde o psicopedagogo atuará de forma coesa, afetiva e humanizadora conectando-se com toda equipe multidisciplinar, criando um elo entre as especialidades, integrando novas ideias e ressignificando.
No processo de hospitalização se faz necessário a atuação do psicopedagogo que, devido sua formação interdisciplinar é um dos profissionais mais aptos a esta modalidade, para realizar diversas atividades, levantar a auto-estima e direcionar caminhos para que o paciente aprenda a conviver com as diversas dificuldades que irá ter que passar, por conseqüência de sua doença. Toda esta equipe acompanha, direta ou indiretamente, todas as etapas de uma internação, que em geral são enfrentadas de forma diferente por cada indivíduo hospitalizado.

A sensação de dor, por exemplo, é sentida diferentemente de acordo com a idade do paciente e de acordo com diferenças individuais. Nessa hora, nossa intervenção ganha uma razão de ser, mas não é ainda, necessariamente aquilo que traz a cura, logo, não é essencial. Ainda não é fácil de distinguir entre a dor e outras agressões de que a criança é a vítima separação da mãe, mudança de quadro, rostos e procedimentos desconhecidos.
Diante de um sujeito doente grave, as ações devem ser precisas e rápidas para que a relação de ajuda seja eficaz e útil. Não sugerimos trazer tarefas de longo desenrolar Os professores são preparados para enfrentar certas surpresas, mas não para evitá-las ou fugir delas.
Nossa intervenção leva em conta o estado emocional da criança que pede socorro quando se nega a uma atividade ou quando é agressiva. Em nossa escuta de Psicopedagogo, devemos agir por uma atividade que possa transpor o sofrimento de angústia, de solidão - Vasconcelos (2000).
Mesmo assim, muitas vezes as crianças não são capazes de expressar nem de reproduzir o que as faz temer, desenvolvendo angústias, fazendo surgir depressão, revolta ou desespero, ou ainda a possibilidade de regressão no nível de desenvolvimento. Mais uma vez, o psicopedagogo é aquele que faz diferença, trazendo o sentimento de valorização da vida, amor próprio, auto-estima, aceitação e segurança, é função do trabalho psicopedagógico que se insere na esfera hospitalar. Afinal, a aprendizagem é um processo tão amplo e grandioso que ocorre através de interações, em qualquer lugar.
O ambiente hospitalar é um local que emana diversos sentimentos e sensações: ora de doença ou saúde, de imensa tensão ou angústia ou então de alívio, cura ou consolo, sendo necessário que a criança seja devidamente orientada do seu processo patológico para que não seja recalcada no futuro. Assegurar-lhe uma boa recuperação em meio à inquietação oriunda da preocupação sobre o tratamento recomendado e o tempo de hospitalização. É necessário um novo olhar onde o paciente não seja visto de forma fragmentada, negando sua subjetividade, mas ter sensibilidade para conhecer melhor a realidade do paciente, ouvir suas queixas e encontrar, junto com ele, estratégias que facilitem a aceitação e a compreensão da doença. Esse contexto humanizador irá contribuir para um bem estar físico, cognitivo, afetivo e social.
É comum presenciarmos a despersonalização do paciente que é denominado como leito x, doente tal, visto como uma maquina e não como seres humanos. Não percebem que essa indiferença causa maléfica a saúde agravando o seu estado orgânico afetivo. Entendemos que, os estados psicológicos e afetivos contribuem de alguma forma para um aceleramento ou melhoria da doença e da dor.
Diante do sofrimento e dor cada criança reage de maneira adversa com agitação, agressividade, silêncio etc. tornando assim difícil de propor atividades psicopedagogicas, mas não podemos desistir deixar se contaminar pelas adversas reações que a doença ocasiona nas crianças, afinal estaremos ali para recuperar a auto-estima, cultivar esperança, e ajudar a enfrentar as situações que terá que vivenciar no hospital.
O ambiente hospitalar é caracterizado por ser um local frio, de sofrimento e dor, onde a criança se sente desprotegida, sozinha e desamparada, e é justamente esta imagem que deve ser mudada com a presença do psicopedagogo, inserindo o lúdico, com apoio de brinquedos, jogos e histórias para amenizar o enfrentamento dessa situação estressante e adversa que é a hospitalização, podendo ser realizado no próprio leito da criança ou na brinquedoteca hospitalar.
É no brincar, e somente no brincar, que o individuo, criança ou adulto, podes ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o individuo descobre o eu. (Winnicott,)

Além de ser uma forma de comunicação, a atividade lúdica conduz a relacionamentos grupais, facilitando o desenvolvimento e, portanto, a saúde infantil. Através do brincar no hospital a criança deixa sua imaginação e seus sentimentos livres, fortalecendo sua auto-estima e seu processo de recuperação, onde é possível mudar a imagem do hospital, para um ambiente mais humanizado e de integração, para que haja alegrias, vida e solidariedade. Tal função, de agente educador nesse cenário, torna-se fundamental como suporte psicológico, tanto para pacientes quanto para seus familiares.
As brinquedotecas no Brasil atualmente estão se adaptando à nova realidade porque, pela Lei nº 11.104, se 21 de março de 2005 de autoria da Deputada Luiza Erundina (BRASIL,2005) tornou-se obrigatória a instalação de brinquedotecas nos hospitais brasileiros. Esta lei surgiu a partir dos movimentos de humanização dos hospitais e simboliza que a inclusão do brinquedo neste ambiente, tem sido concebida como parte da assistência e do tratamento terapêutico dado às crianças e aos adolescentes hospitalizados. Neste processo está ocorrendo o reconhecimento das necessidades infanto-juvenis e do papel da brincadeira para promoção do bem estar físico e social no ambiente hospitalar. esse espaço é criado para permitir que a criança brinque de forma enriquecedora, sem que o adulto atrapalhe. É o momento mágico, onde a criatividade e imaginação predominam, além da oportunidade vivenciar suas expectativas, desejos e medos. Com base nas Leis percebe-se que de fato existe uma preocupação legítima em promover melhores condições de desenvolvimento para a criança hospitalizada, as quais devem incluir o brincar e o direito ao acompanhante, a autonomia, estabelecer vínculos, receber e dar afeto mesmo hospitalizado.
Vale ressaltar que, a brinquedoteca deve ser aberta a todas as crianças e mesmo as que estão impossibilitadas de saírem do leito o profissional de saúde deve levar o brinquedo até a ela. Porque Brincar é muito importante para a criança, pois é por meio desta ação que ela usufrua de plenas oportunidades que possibilita desenvolver novas competências e aprender sobre o mundo, sobre as pessoas, e sobre si mesma. A brinquedoteca socializa o brinquedo, resgata brincadeiras tradicionais, e é o espaço onde está assegurado á criança o direito de brincar.
A brinquedoteca hospitalar é de extrema importância para a aceitação da doença e para a boa evolução do tratamento além de tornar este ambiente mais acolhedor, também oportuniza situações de socialização e desenvolvimento das habilidades dos pacientes como: atenção, concentração, afetividade, cognição, dentre outras. É um espaço ideal para a criança esvaziar os sentimentos mobilizados pela hospitalização e encontrar mecanismos para enfrentar seus medos e angústias. Configura-se como um espaço de humanização, é uma alternativa para diminuir o trauma pelo qual a criança esta passando. Neste ambiente o psicopedagogo será um mediador entre o brinquedo e o individuo, proporcionando assim o brincar e vários outros aspectos positivos.
Por isso, a brinquedoteca está longe de ser um amontoado de brinquedos, pois, nas mãos das crianças esses objetos adquirem vida, transformam-se, vão além do real. É um mundo de trocas, onde a criança percebe o outro e percebe que não está sozinha, que é preciso cooperar, compartilhar e, algumas vezes competir, atitudes que ocorrem durante a atividade lúdica. A brinquedoteca além da função terapêutica que exerce, é de suma importância que haja compromisso de favorecer a aprendizagem da criança hospitalizada, possibilitando a continuidade de seu desenvolvimento escolar. Não se trata de transformar o hospital em uma escola, mas de proporcionar um ambiente no qual a criança possa, por meio do brincar, também aprender. Portanto, o lúdico tem fundamental importância durante a infância, ainda mais quando parte dessa etapa da vida transcorre no hospital. Que quando a criança está internada fica longe de seus pertences favoritos, família, amigos, escola e sua rotina, isso gera uma tristeza e uma resistência para aceitar o tratamento que ela tem que se submeter.
Temos que enfrentar as situações com controle emocional, exercitando o sentimento de amor, como toque carinhoso, abraço, sorriso ou ate mesmo um sofrer junto. Pois a hospitalização tem um impacto na vida da criança, levando a uma visível mudança de comportamento, tornando-se mais quieta e carente que o comum. Neste momento, não é apenas o cuidado clínico que se faz necessário para o processo de cura. Carinho e atenção são fatores relevantes para a recuperação do paciente.
Uma relevante experiência positiva do brincar no hospital é através de filme “Patch Adams. O amor é contagiante”. Transformando o ambiente hospitalar, local de dores e angústias, em um ambiente cheio de alegria e sorrisos em um público que muitas vezes não tinha nenhum motivo para sorrir. A experiência da alegria como fator potencializador de relações saudáveis junto a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde. Gerava um clima de descontração e felicidade e ao mesmo tempo, ajudava a criança a compreender o mundo do hospital, brincando. Ajudando-as a reagir e interagir para que o mundo de fora continuasse dentro do hospital.
Todo momento trabalhando afeto e cognição em mútua relação. Considerando que as emoções são indispensáveis para a nossa vida racional, ela nos faz únicos, e é justamente o nosso comportamento emocional que nos diferencia uns dos outros. Cada profissional ao se comprometer com sua atuação e ao aceitar do outro estará contribuindo para um amanhã melhor, celebrando a vida com menos patologias e mais saúde.
Em todos os hospitais como em qualquer instituição, existem regras e normas, que devem ser cumpridas para o bom andamento da instituição. Portanto não interfira no trabalho do outro profissional, pode ate discordar, e expor sua opinião, mas tudo feito com embasamento teórico que o psicopedagogo deve ter e não em achismo. Ser sutil e fazer vínculos afetivos com todos os setores é preciso mostrar que não somos espiões da direção do hospital. Estudar sobre as doenças ali encontradas para nosso aperfeiçoamento profissional. Ser sempre amiga compartilhando com as equipes vitoria e dores. Distribuir energia positiva com sorrisos e clima amigável. É importante que o psicopedagogo tenha clareza de sua função no hospital, evitando assim, interferência no trabalho dos profissionais da saúde; deverá utilizar sua competência e suas habilidades para trabalhar em conjunto com esses profissionais.
Percebe-se que os desafios são muitos, dentre eles a valorização da importância do psicopedagogo em ambientes que não são a escola. É um campo de atuação que, aos poucos, vem conquistando seu espaço. Para isso tem que ser um profissional competente, ter engajamento e estar sempre se atualizando com os cursos que necessita para ser capaz de exercer bem a sua função contribuindo de forma eficaz para que o paciente sofra o mínimo possível. Poderá resgatar vários sentimentos como aceitação, autoestima, segurança e uma melhor qualidade de vida. Com ética, profissionalismo, sensibilidade e amor ao que se faz é possível realizar um bom trabalho psicopedagogico hospitalar.
Maria do Carmo Abreu Silva Amambahy – Graduada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia Clínica Institucionale Hospitalar

REFERENCIAS:
PORTO, Olívia. Psicopedagogia hospitalar: intermediando a humanização na saúde/Rio de Janeiro: Wak Ed.2008.120p.
MELLO, Daniella Reis. Psicopedagogia hospitalar – o vinculo afetivo da criança hospitalizada com a aprendizagem - Psicopedagoga pela UNESA, atuando em Instituição Hospitalar na área de Recursos Humanos
FILME. Patch Adams: O amor é contagiante. Dirigido por Tom Shadyac em 1998.
VASCONCELOS, Sandra Maia Farias. A Psicopedagogia hospitalar para crianças e adolescentes. Disponível em www.psicopedagogiaonline.com.br. Apresentado na Semana da Psicopedagogia da Universidade Estadual do Ceará - 2000. Acesso em: 28 de abril de 2003.
WEISS, Maria Lucia Lemme. Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar- Rio de Janeiro: DP&A, 2001.8ª Ed.
BRASIL. Lei Federal N°11.104, de 21 de março de 2005. Disponível em:
. Acesso em 17 jul. 2009.

Os problemas da criança com transtornos de aprendizagem residem nas áreas de percepção, atenção, memória, associação e fixação de informações. O problema de crianças com transtornos de aprendizagem às vezes tem sido formulado como localizado na deficiência de controle de impulsos que revelam. Parece que emitem, sem pensar, a primeira resposta disponível (muitas vezes errada), ao invés de examinarem as alternativas com cuidado e planejarem. Embora a ausência de controle de impulsos possa ser também interpretada como incapacidade de manter atenção seletiva, essa formulação levou a pesquisas consideráveis destinadas a ajudar as crianças a atingirem maneiras mais adequadas de reação. Isto se faz ensinando-se às crianças afirmações verbais envolvendo auto-instrução e auto-orientação. Muitos pesquisadores registram que esses métodos auxiliaram crianças impulsivas, com transtornos de aprendizagem, a melhorar seu desempenho em tarefas que requerem cuidado, planejamento e a consideração de alternativas.
Um método especialmente eficaz parece ser o de exemplificação de estratégias de reação adequada, e, desde que possa ser apresentado em filme, tem um potencial educativo empolgante. Todavia, a eficácia básica dessa abordagem em termos de desempenho escolar melhorado não foi demonstrada de forma conclusiva, para o que se aguardam os resultados de mais pesquisas.
Reconhecemos o fato de que isto é um dilema para o educador que precisa testar e auxiliar crianças de imediato. Alan Ross alerta:
Considere a que a criança com transtornos de aprendizagem é uma criança cujo desenvolvimento se processou mais lentamente do que outras crianças, especialmente na área da atenção seletiva. Não considere essa criança defeituosa, deficiente ou permanentemente inapta. As crianças com transtornos de aprendizagem podem aprender!
Se uma criança não consegue aprender, procure uma forma diferente de ensino. Não procure algo que esteja errado na criança. É provável que seu método de ensino e a forma de aprendizagem pela criança estejam em defasagem. Nem a criança, nem você, devem ser responsabilizadas por isso, mas você pode se responsabilizado se não tentar algo mais.
Não se amedronte por legendas imaginosas. "Dislexia" é um esforço para dizer em grego que a criança não pode ler! "Hiperatividade" significa que a criança se movimenta mais do que alguns de nós desejaríamos. Nenhuma palavra explica nada.
Não aceite como verdade as coisas que "todo o mundo conhece".
Seja céptico. Não pergunte: "Quem disse isso?", mas "Como eles sabem".

Depois de mais de dez anos publicando artigos e livros específicos sobre os distúrbios de aprendizagem, ainda deparo-me com muitos profissionais desinformados, pregando a "troca de letras" e a imaturidade emocional como características dos distúrbios de aprendizagem. E não só afirmam, como alguns têm a coragem e, por que não dizer, a ignorância de publicar artigos afirmando isso.

A partir daí, cria-se a confusão, algum "desavisado" lê o artigo, acha que está corretíssimo (por que não tem parâmetros para divergir da publicação), sai divulgando o artigo e, logo, uma grande massa está repetindo erradamente um conceito, no mínimo, ultrapassado. Isso quando o "corajoso autor" não participa de algum programa televisivo e dispara a vender livros, ai sim é que o assunto distorce a proporções estratosféricas.

Antes de mais nada, são inúmeros os distúrbios de aprendizagem, ao contrário do que muitos insistem em afirmar, não existem somente "Dislexia", "Disgrafia", "Discalculia" e "DDA" que até hoje é confundido com TDAH. Além desses, são muitos os distúrbios, alguns com sintomas parecidos e, por isso, necessitando de uma grande experiência e sensibilidade do profissional que se propõe a atender os pacientes, pois, em alguns casos, um único detalhe, um sintoma a mais ou a menos, pode mudar totalmente o diagnóstico e, conseqüentemente, o tratamento e método a seguir.

Torna-se impossível elucidar todo o assunto em apenas um artigo. É, de fato, impossível descrever todos os sintomas e tratamentos específicos de cada sintoma, para isso, tenho três livros que indicarei ao final dessa matéria para que o leitor tenha uma boa base. Mas, neste artigo é possível que eu, ao menos, esclareça o básico dos distúrbios de aprendizagem.

O principal fator a esclarecer é a questão psicológica. Não há dúvidas de que portar algum distúrbio seja ele de aprendizagem ou de comportamento torna o indivíduo mais sujeito à baixa auto-estima, timidez ou hiperatividade e outras "reações" relacionadas ao distúrbio, mas, daí a sair acreditando que o fator psicológico possa, sozinho, influenciar um distúrbio significativo de aprendizagem é, no mínimo, imaturidade de quem crê e não do paciente.

Deve-se levar em conta que, quem apresenta um distúrbio, geralmente, tem o fator psicológico abalado e necessita mesmo de acompanhamento, mas, este, deve ser um dos acompanhamentos, aliado ao tratamento do distúrbio em si e não como, erradamente, se prega, como tratamento único, como se apenas passar por sessões de análise ou de terapia pudesse sanar qualquer distúrbio.

Especificamente falando dos distúrbios de aprendizagem, excluindo-se os de origem psicológica que são, geralmente, a minoria, na realidade a grande maioria dos casos é, comprovadamente, causada por algum fator neurológico, ocasionado por situações de privação de oxigênio (anoxia) seja perinatal (ou neonatal) seja por algum outro acidente e outros fatores que não cabem serem citados neste artigo que pretende ser introdutório.

Partindo-se deste princípio, surge o psicopedagogo que deve (ou deveria) entender isso a fundo e estar apto a detectar os diferentes sintomas de cada distúrbio e, feito isso, saber encaminhar os pacientes aos respectivos profissionais (neurologista, neuropsicólogo, psiquiatra, entre outros, dependendo da gravidade do caso). E, a partir daí, o psicopedagogo poderia sim, tratar o referido paciente usando as técnicas psicopedagógicas que aprendeu na faculdade, mas nunca imaginando que sejam suficientes de forma isolada.

O psicopedagogo deve saber trabalhar em conjunto com outros profissionais tendo consciência de que só poderá usar de recursos como jogos e terapias específicas e, sempre em conjunto com outro profissional, nunca de forma isolada, achando que somente tratando o fator psicológico obterá bons resultados.

Neste ponto vale lembrar que muitos casos citados e tratados como distúrbios, na verdade são quadros normais a alguma faixa etária, ou seja, o que parece distúrbio, é um comportamento normal em determinada idade, a medida em que a criança cresce, amadurece, passa a não apresentar mais os "sintomas" e o profissional despreparado (ou charlatão, mesmo) fica com a fama de ter "curado" o paciente. Da mesma forma, há casos tão graves que, depois de um período crítico, estacionam, dando a impressão de "cura", ao interromper-se o tratamento imaginando esta cura, erra-se cegamente, pois, os sintomas podem voltar a qualquer momento, até anos depois de forma muito mais incontrolada. Está ai o grave erro de se detectar tudo como psicológico ou acreditar que um distúrbio não detectado por exames comuns seja inofensivo.

Este é um assunto muito complexo e extenso, impossível, esclarecer num único artigo. Por isso vou recomendar alguns livros de minha autoria (confio no que pesquiso, comprovo, escrevo e publico, por isso, indico meus livros)..

São eles: "Problemas de aprendizagem na pré escola", que mostra o que é normal, problemático e distúrbio no desenvolvimento de crianças de zero a cinco anos "A escola produtiva" e "Distúrbios de aprendizagem/comportamento" que são verdadeiros dicionários dos distúrbios de aprendizagem, mostrando sintomas e tratamentos específicos de cada distúrbio. Alguns títulos estão esgotados em livrarias, mas ainda é possível encontra-los na Editora WAK
Lou de Olivier
http://www.loudeolivier.com.br/materias/disturbios_aprendizagem.htm