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A proposta da Psicopedagogia hospitalar é ser o interlocutor de todos os que passam por internações. Embasados na técnica e na pratica utilizando todo o seu conhecimento para criar um mundo onde as pessoas se preocupam umas com as outras. Promovendo a integração entre a criança, a família, a escola e o hospital, amenizando os traumas da internação e contribuindo para a interação social em busca da qualidade de vida intelectiva e sociointerativa.
A Psicopedagogia hospitalar contribui para a melhoria da qualidade de saúde e auto-estima dos pacientes internados proporcionando uma intervenção com ludicidade, humanização e aprendizagem, onde o psicopedagogo atuará de forma coesa, afetiva e humanizadora conectando-se com toda equipe multidisciplinar, criando um elo entre as especialidades, integrando novas ideias e ressignificando.
No processo de hospitalização se faz necessário a atuação do psicopedagogo que, devido sua formação interdisciplinar é um dos profissionais mais aptos a esta modalidade, para realizar diversas atividades, levantar a auto-estima e direcionar caminhos para que o paciente aprenda a conviver com as diversas dificuldades que irá ter que passar, por conseqüência de sua doença. Toda esta equipe acompanha, direta ou indiretamente, todas as etapas de uma internação, que em geral são enfrentadas de forma diferente por cada indivíduo hospitalizado.

A sensação de dor, por exemplo, é sentida diferentemente de acordo com a idade do paciente e de acordo com diferenças individuais. Nessa hora, nossa intervenção ganha uma razão de ser, mas não é ainda, necessariamente aquilo que traz a cura, logo, não é essencial. Ainda não é fácil de distinguir entre a dor e outras agressões de que a criança é a vítima separação da mãe, mudança de quadro, rostos e procedimentos desconhecidos.
Diante de um sujeito doente grave, as ações devem ser precisas e rápidas para que a relação de ajuda seja eficaz e útil. Não sugerimos trazer tarefas de longo desenrolar Os professores são preparados para enfrentar certas surpresas, mas não para evitá-las ou fugir delas.
Nossa intervenção leva em conta o estado emocional da criança que pede socorro quando se nega a uma atividade ou quando é agressiva. Em nossa escuta de Psicopedagogo, devemos agir por uma atividade que possa transpor o sofrimento de angústia, de solidão - Vasconcelos (2000).
Mesmo assim, muitas vezes as crianças não são capazes de expressar nem de reproduzir o que as faz temer, desenvolvendo angústias, fazendo surgir depressão, revolta ou desespero, ou ainda a possibilidade de regressão no nível de desenvolvimento. Mais uma vez, o psicopedagogo é aquele que faz diferença, trazendo o sentimento de valorização da vida, amor próprio, auto-estima, aceitação e segurança, é função do trabalho psicopedagógico que se insere na esfera hospitalar. Afinal, a aprendizagem é um processo tão amplo e grandioso que ocorre através de interações, em qualquer lugar.
O ambiente hospitalar é um local que emana diversos sentimentos e sensações: ora de doença ou saúde, de imensa tensão ou angústia ou então de alívio, cura ou consolo, sendo necessário que a criança seja devidamente orientada do seu processo patológico para que não seja recalcada no futuro. Assegurar-lhe uma boa recuperação em meio à inquietação oriunda da preocupação sobre o tratamento recomendado e o tempo de hospitalização. É necessário um novo olhar onde o paciente não seja visto de forma fragmentada, negando sua subjetividade, mas ter sensibilidade para conhecer melhor a realidade do paciente, ouvir suas queixas e encontrar, junto com ele, estratégias que facilitem a aceitação e a compreensão da doença. Esse contexto humanizador irá contribuir para um bem estar físico, cognitivo, afetivo e social.
É comum presenciarmos a despersonalização do paciente que é denominado como leito x, doente tal, visto como uma maquina e não como seres humanos. Não percebem que essa indiferença causa maléfica a saúde agravando o seu estado orgânico afetivo. Entendemos que, os estados psicológicos e afetivos contribuem de alguma forma para um aceleramento ou melhoria da doença e da dor.
Diante do sofrimento e dor cada criança reage de maneira adversa com agitação, agressividade, silêncio etc. tornando assim difícil de propor atividades psicopedagogicas, mas não podemos desistir deixar se contaminar pelas adversas reações que a doença ocasiona nas crianças, afinal estaremos ali para recuperar a auto-estima, cultivar esperança, e ajudar a enfrentar as situações que terá que vivenciar no hospital.
O ambiente hospitalar é caracterizado por ser um local frio, de sofrimento e dor, onde a criança se sente desprotegida, sozinha e desamparada, e é justamente esta imagem que deve ser mudada com a presença do psicopedagogo, inserindo o lúdico, com apoio de brinquedos, jogos e histórias para amenizar o enfrentamento dessa situação estressante e adversa que é a hospitalização, podendo ser realizado no próprio leito da criança ou na brinquedoteca hospitalar.
É no brincar, e somente no brincar, que o individuo, criança ou adulto, podes ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o individuo descobre o eu. (Winnicott,)

Além de ser uma forma de comunicação, a atividade lúdica conduz a relacionamentos grupais, facilitando o desenvolvimento e, portanto, a saúde infantil. Através do brincar no hospital a criança deixa sua imaginação e seus sentimentos livres, fortalecendo sua auto-estima e seu processo de recuperação, onde é possível mudar a imagem do hospital, para um ambiente mais humanizado e de integração, para que haja alegrias, vida e solidariedade. Tal função, de agente educador nesse cenário, torna-se fundamental como suporte psicológico, tanto para pacientes quanto para seus familiares.
As brinquedotecas no Brasil atualmente estão se adaptando à nova realidade porque, pela Lei nº 11.104, se 21 de março de 2005 de autoria da Deputada Luiza Erundina (BRASIL,2005) tornou-se obrigatória a instalação de brinquedotecas nos hospitais brasileiros. Esta lei surgiu a partir dos movimentos de humanização dos hospitais e simboliza que a inclusão do brinquedo neste ambiente, tem sido concebida como parte da assistência e do tratamento terapêutico dado às crianças e aos adolescentes hospitalizados. Neste processo está ocorrendo o reconhecimento das necessidades infanto-juvenis e do papel da brincadeira para promoção do bem estar físico e social no ambiente hospitalar. esse espaço é criado para permitir que a criança brinque de forma enriquecedora, sem que o adulto atrapalhe. É o momento mágico, onde a criatividade e imaginação predominam, além da oportunidade vivenciar suas expectativas, desejos e medos. Com base nas Leis percebe-se que de fato existe uma preocupação legítima em promover melhores condições de desenvolvimento para a criança hospitalizada, as quais devem incluir o brincar e o direito ao acompanhante, a autonomia, estabelecer vínculos, receber e dar afeto mesmo hospitalizado.
Vale ressaltar que, a brinquedoteca deve ser aberta a todas as crianças e mesmo as que estão impossibilitadas de saírem do leito o profissional de saúde deve levar o brinquedo até a ela. Porque Brincar é muito importante para a criança, pois é por meio desta ação que ela usufrua de plenas oportunidades que possibilita desenvolver novas competências e aprender sobre o mundo, sobre as pessoas, e sobre si mesma. A brinquedoteca socializa o brinquedo, resgata brincadeiras tradicionais, e é o espaço onde está assegurado á criança o direito de brincar.
A brinquedoteca hospitalar é de extrema importância para a aceitação da doença e para a boa evolução do tratamento além de tornar este ambiente mais acolhedor, também oportuniza situações de socialização e desenvolvimento das habilidades dos pacientes como: atenção, concentração, afetividade, cognição, dentre outras. É um espaço ideal para a criança esvaziar os sentimentos mobilizados pela hospitalização e encontrar mecanismos para enfrentar seus medos e angústias. Configura-se como um espaço de humanização, é uma alternativa para diminuir o trauma pelo qual a criança esta passando. Neste ambiente o psicopedagogo será um mediador entre o brinquedo e o individuo, proporcionando assim o brincar e vários outros aspectos positivos.
Por isso, a brinquedoteca está longe de ser um amontoado de brinquedos, pois, nas mãos das crianças esses objetos adquirem vida, transformam-se, vão além do real. É um mundo de trocas, onde a criança percebe o outro e percebe que não está sozinha, que é preciso cooperar, compartilhar e, algumas vezes competir, atitudes que ocorrem durante a atividade lúdica. A brinquedoteca além da função terapêutica que exerce, é de suma importância que haja compromisso de favorecer a aprendizagem da criança hospitalizada, possibilitando a continuidade de seu desenvolvimento escolar. Não se trata de transformar o hospital em uma escola, mas de proporcionar um ambiente no qual a criança possa, por meio do brincar, também aprender. Portanto, o lúdico tem fundamental importância durante a infância, ainda mais quando parte dessa etapa da vida transcorre no hospital. Que quando a criança está internada fica longe de seus pertences favoritos, família, amigos, escola e sua rotina, isso gera uma tristeza e uma resistência para aceitar o tratamento que ela tem que se submeter.
Temos que enfrentar as situações com controle emocional, exercitando o sentimento de amor, como toque carinhoso, abraço, sorriso ou ate mesmo um sofrer junto. Pois a hospitalização tem um impacto na vida da criança, levando a uma visível mudança de comportamento, tornando-se mais quieta e carente que o comum. Neste momento, não é apenas o cuidado clínico que se faz necessário para o processo de cura. Carinho e atenção são fatores relevantes para a recuperação do paciente.
Uma relevante experiência positiva do brincar no hospital é através de filme “Patch Adams. O amor é contagiante”. Transformando o ambiente hospitalar, local de dores e angústias, em um ambiente cheio de alegria e sorrisos em um público que muitas vezes não tinha nenhum motivo para sorrir. A experiência da alegria como fator potencializador de relações saudáveis junto a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde. Gerava um clima de descontração e felicidade e ao mesmo tempo, ajudava a criança a compreender o mundo do hospital, brincando. Ajudando-as a reagir e interagir para que o mundo de fora continuasse dentro do hospital.
Todo momento trabalhando afeto e cognição em mútua relação. Considerando que as emoções são indispensáveis para a nossa vida racional, ela nos faz únicos, e é justamente o nosso comportamento emocional que nos diferencia uns dos outros. Cada profissional ao se comprometer com sua atuação e ao aceitar do outro estará contribuindo para um amanhã melhor, celebrando a vida com menos patologias e mais saúde.
Em todos os hospitais como em qualquer instituição, existem regras e normas, que devem ser cumpridas para o bom andamento da instituição. Portanto não interfira no trabalho do outro profissional, pode ate discordar, e expor sua opinião, mas tudo feito com embasamento teórico que o psicopedagogo deve ter e não em achismo.
Ser sutil e fazer vínculos afetivos com todos os setores é preciso mostrar que não somos espiões da direção do hospital. Estudar sobre as doenças ali encontradas para nosso aperfeiçoamento profissional. Ser sempre amiga compartilhando com as equipes vitoria e dores. Distribuir energia positiva com sorrisos e clima amigável. É importante que o psicopedagogo tenha clareza de sua função no hospital, evitando assim, interferência no trabalho dos profissionais da saúde; deverá utilizar sua competência e suas habilidades para trabalhar em conjunto com esses profissionais.
Percebe-se que os desafios são muitos, dentre eles a valorização da importância do psicopedagogo em ambientes que não são a escola. É um campo de atuação que, aos poucos, vem conquistando seu espaço. Para isso tem que ser um profissional competente, ter engajamento e estar sempre se atualizando com os cursos que necessita para ser capaz de exercer bem a sua função contribuindo de forma eficaz para que o paciente sofra o mínimo possível. Poderá resgatar vários sentimentos como aceitação, autoestima, segurança e uma melhor qualidade de vida. Com ética, profissionalismo, sensibilidade e amor ao que se faz é possível realizar um bom trabalho psicopedagogico hospitalar.
Maria do Carmo Abreu Silva Amambahy – Graduada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia Clínica Institucional e hospitalar

REFERENCIAS:
PORTO, Olívia. Psicopedagogia hospitalar: intermediando a humanização na saúde/Rio de Janeiro: Wak Ed.2008.120p.
MELLO, Daniella Reis. Psicopedagogia hospitalar – o vinculo afetivo da criança hospitalizada com a aprendizagem - Psicopedagoga pela UNESA, atuando em Instituição Hospitalar na área de Recursos Humanos
FILME. Patch Adams: O amor é contagiante. Dirigido por Tom Shadyac em 1998.
VASCONCELOS, Sandra Maia Farias. A Psicopedagogia hospitalar para crianças e adolescentes. Disponível em www.psicopedagogiaonline.com.br. Apresentado na Semana da Psicopedagogia da Universidade Estadual do Ceará - 2000. Acesso em: 28 de abril de 2003.
WEISS, Maria Lucia Lemme. Psicopedagogia Clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar- Rio de Janeiro: DP&A, 2001.8ª Ed.
BRASIL. Lei Federal N°11.104, de 21 de março de 2005. Disponível em:
. Acesso em 17 jul. 2009.




“No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho
Tinha uma pedra No meio do caminho tinha uma pedra”
Drummond
PSICOPEDAGOGIA HOSPITALAR
Se o objeto de estudo da Psicopedagogia é a aprendizagem humana e ela esta inserida em todas as atividades de nossas vidas, ela não poderá ficar fora do contexto hospitalar, pois os períodos de internação podem ser breves ou longos e, quando o paciente recebe alta, muitas vezes, precisa aprender a aprender a lidar com novas situações na vida.
A Proposta da Psicopedagogia Hospitalar é
Ser o interlocutor, não só de crianças mas também de todos aqueles que passam por internações, sejam elas curta, média ou de longa duração, doenças crônicas e de pacientes terminais.SOLIDARIEDADE
Os psicopedagogos hospitalares, embasados na técnica e na prática, utilizam todo o seu conhecimento para criar um mundo onde as pessoas se preocupam umas com as outras.
EDUCAR E CUIDAR
Longos períodos de internação necessitam da intervenção do psicopedagogo, trabalhando a auto-estima e a reintegração em seu grupo social.
Psicopedagogo Hospitalar
É um intermediador, porque ela dá voz ao paciente, ensina, aprende, reaprende em um eterno movimento, pois viver é um aprendizado constante.
Aprendizagem
Se aprendizagem é mudança de comportamento, somos profissionais das mudanças e da vida.Psicopedagogo e a Instituição Hospitalar
Estamos sós no começo dessa trajetória na área hospitalar, mas, com nossa dedicação, aperfeiçoamento, determinação ousadia e coragem, conseguiremos, sem dúvida, romper mais um paradigma – O Psicopedagogo na Instituição Hospitalar
O FAZER DO PSICOPADAGOGO HOSPITALAR
Grupos de Relacionamento
Grupos de Escuta e Acolhimento
Atendimento Individualizado (ao adulto e ao idoso)
Grupo interdisciplinar e multidisciplinar com a equipe hospitalar
Grupo: “Trabalhando A reaprender A viver” (em casos de alta)
Grupos de histórias, músicas, pinturas, artes e outras atividades lúdicas que possam ser adequadas ao ambiente hospitalar.
A Psicopedagogia Hospitalar
Surge como uma terceira força da Psicopedagogia que se organiza a partir de várias áreas de educação e Saúde. Trabalhando com a Criança, o adolescente, o adulto e o idoso. Mas, jamais poderá ser exclusiva da Infância.
Como Psicopedagogo Hospitalar
É imprescindível compreender o corpo de uma estrutura hospitalar, por se tratar de uma área relativamente nova, onde a Instituição Hospitalar não saberá o que pedir ao Psicopedagogo e cabe a ele mostrar o que pode acrescentar em benefício do paciente e da Instituição.Articular...
O psicopedagogo irá por em ação um questionamento e reflexão de como se adaptar a este novo ambiente, provido de regras, normas, valores e função social, as quais o mesmo deverá se conscientizar de sua identidade profissional e delimitar até onde vai a sua atuação e a do outro profissional, realizando o devido encaminhamento quando se fizer necessário.O Psicopedagogo e o Trabalho em equipe
Junto a equipe multidisciplinar atuará de forma coesa e nunca isoladamente ou fragmentada, é importante que haja um espaço para que os conhecimentos de ambos profissionais envolvidos neste contexto sejam integrados a novas ideias, compartilhadas e resignificadas, conhecer o olhar de cada um contribuirá para reconhecer as dificuldades pessoais e institucionais para por em ação uma atitude sistêmica. princípios
Na área humana toda atuação deve estar pautada em princípios éticos e bioéticos estabelecidos.
São direitos do ser humano que, em nenhum momento podem ser transgredidos:
Direito a Privacidade
Direito ao Sigilo
Direito ao Consentimento informado
Direito à auto-estima.
PROF. MSC. GLACIENE JANUÁRIO HOTTIS LYRA-2010

A aprendizagem é um processo evolutivo do aluno, particular e único, que varia de acordo com as questões internas ou externas da realidade sócio-cultural de cada indivíduo. Cada pessoa tem uma relação diferente com o saber. As circunstâncias internas variam de acordo com a maturação e o grau do desenvolvimento da criança, enquanto que os fatores externos dizem respeito ao meio que a criança está inserida, como família, amigos, escola, entre outras relações.
Cada aluno de uma mesma sala de aula tem seu momento específico de transformação interna, devido a inúmeros fatores que compõem o indivíduo. O espaço escolar, organizado de forma a privilegiar as particularidades deve ser organizado com jogos, passatempos, mini-bibliotecas, laboratórios de pesquisa, tapetes e almofadas para relaxamentos, oficina de artes e grupos de convivência. Estes recursos devem ficar a disposição das crianças para que possam interagir livremente e deste modo apropriarem-se de um lugar que realmente foi construído para que eles tenham acesso e desenvolvimento pleno.
A sala de aula fazendo uso de diferentes recursos para aprendizagem se passa a ser um espaço lúdico, privilegiando todas as diferenças de aprendizagem, principalmente quando encaramos a questão da inclusão. Ao referir-me sobre inclusão, penso que o grupo, mesmo com toda sua multiplicidade, deve ser uma unidade, de forma social e integradora. A cada ano, temos casos de deficiências ou dificuldades que nos são colocadas como um desafio.
Comumente, as escolas costumam encaminhar para tratamentos e consultórios, os casos ditos de inclusão. É a maneira mais prática da instituição resolver o problema, mas não a mais eficaz para o aluno, que necessita comunicar-se, interagir e dialogar com os saberes do mundo para desenvolver-se plenamente.
A sala de aula é um meio muito rico para resgatar e promover o funcionamento harmonioso do sujeito. É na escola que passam boa parte do seu tempo, onde fazem amizades e onde refletem seus anseios e angústias.
Os espaços diversificados na sala de aula funcionam como um recurso fundamental para a inclusão de alunos com dificuldades de aprendizagem. Porque através deles as habilidades e competências de cada um podem ser trabalhadas e exercitadas, de modo até mesmo terapêutico, pois o aluno horas interage com algo que tem dificuldade, mas que necessita aprender e horas manipula materiais que está muito acostumado a lidar, que fazem parte da sua inteligência como competência e habilidades próprias. Ensinar é uma vivência com experiências, interações e trocas que levam a criança a progredir e enriquecer suas diferentes etapas evolutivas.
Um primeiro passo a ser seguido é avaliar de forma global o nível de desenvolvimento dos seus alunos, para se propor atividades que desafiem todas as áreas e estágios existentes na turma. O trabalho em grupo é a chave da sala de aula diversificada. Cabe ao professor oferecer a estrutura do trabalho, deixando regras claras, organizando o ambiente e dinamizando as ações dos grupos. É importante fazer intervenções e desafios no decorrer das atividades.
O trabalho com divisão de tarefas privilegia as habilidades de cada aluno, promovendo o desenvolvimento da auto-estima e a integração das crianças. As atividades devem ser estimulantes com construções, leituras, apresentações, exposições, escritas, jogos e criações espontâneas. O professor deve promover, ao final de um tempo determinado: uma auto-avaliação dos grupos e uma avaliação da turma durante o trabalho sobre a validade das propostas e entendimentos. Este momento de trocas é fundamental, também, para que todos possam ter acesso ao conhecimento assimilado pelos colegas.
Este tipo de ação pedagógica exige muito mais do professor, no momento do planejamento, avaliação e intervenção. No entanto, rompe com as barreiras de relacionamentos entre adultos e crianças, tanto quanto na relação ensino/aprendizagem, sendo uma medida possível e acessível para o professor trabalhar com as diversidades na sala de aula, com foco preventivo e psicopedagógico.
Uma sala de sala de aula bem estruturada e organizada de modo a privilegiar os diversos tipos de habilidades e interesses dos alunos é um recurso importantíssimo para um aprendizado sadio na escola. A psicopedagogia nos auxilia nesta organização, trazendo elementos terapêuticos que podem e devem ser empregados pelo professor na sala de aula como meio de prevenção. Este ambiente de caráter preventivo se torna um espaço lúdico, que socializa os alunos e aproxima o adulto da criança, adulto este, que na figura do professor, faz o papel de mediador na sala de aula, sempre orientando e desafiando o aluno a cada vez mais alcançar metas e vencer as dificuldades. A organização do espaço escolar é uma maneira simples, ao alcance de todos professores que cria identidade, autonomia e cooperação nas turmas.



O ambiente escolar torna-se um meio de convívio social e de lazer, portanto um fator influente no desenvolvimento da capacidade moral do aluno que buscará cada vez mais se integrar com as pessoas a sua volta. Tem-se assim, a necessidade de um ambiente que forneça subsídios para tal integração. Estudar num ambiente agradável, reconhecendo a variedade de circunstâncias que cada escola apresenta, pode contribuir positivamente no processo de aprendizagem e ao mesmo tempo torna-se estimulante. A preocupação com o espaço físico onde o aluno estuda e fica pelo menos 4 horas com seus colegas e professor deve ser constante na escola, pois vemos que a preocupação na escola por parte dos pais e professores é apenas o estudo e deixam de lado o ambiente que é muito importante para que tudo dê certo.
Por Karmem Amambahy

FICHA DE OBSERVAÇAO:

1. Ela tem brincado ultimamente?
2. Quanto tempo fica nesta atividade?
3. O que faz com aquela brincadeira?
4. Brinca sozinha? Brinca com alguém?
5. Brinca em grupo?
6. O que ela esta expressando?
7. Quais as regras?
8. Como esta brincando?
9. Criou novas regras?
10. Permaneceu em regras impostas?
11. Qual a sua reação?
12. O que aparece neste jogo?
13. Para que serve este jogo ou brincadeira?
14. Como cuidar dos brinquedos?
15. Quais brinquedos prefere?

Primeira instituição de palhaços em hospitais fundada no Brasil, desde 1991 os Doutores da Alegria já visitaram cerca de 350 mil crianças e adolescentes hospitalizados, ou ainda 500 mil familiares, atuando com cerca de 10 mil profissionais de saúde. Trata-se de uma organização de utilidade pública, não-governamental e sem fins lucrativos, fundada pelo ator Wellington Nogueira, com base na experiência adquirida com o grupo Clown Care Unit de Nova Iorque. Atualmente está presente em três capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, e conta com 35 atores profissionais especializados na arte do palhaço e em técnicas circenses. Todos passam por uma seleção prévia, recebem treinamento específico para desempenhar seu trabalho junto aos jovens internados e são devidamente remunerados por essa intervenção artística.
Inovadores, são a única organização do gênero no mundo a contar com um Centro de Estudos próprio, responsável por pesquisar e difundir o conhecimento adquirido. Dentre suas ações, figuram a produção de pesquisas científicas, teses, publicação de livros e a parceria desde 2002 com o Ministério da Saúde, na área de formação profissional.
Para desenvolver suas ações, os Doutores da Alegria contam com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura (do Ministério da Cultura) e com a parceria de diversas empresas e pessoas físicas. Seus recursos são captados por meio de sua Central de Sócios Mantenedores, da venda de produtos exclusivos e da realização de palestras. Não realizam nenhuma ação de captação de recursos (financeiros ou de qualquer outra natureza) em transportes públicos, cruzamentos de trânsito, instituições públicas ou serviços de telemarketing. Tampouco é cobrado dos hospitais e de pais das crianças e jovens internados para receber o trabalho dos artistas da organização.
O conhecimento adquirido pela instituição desde 1991 despertou a atenção de artistas, de profissionais da área da saúde interessados na humanização hospitalar e da classe empresarial, que vem investindo em palestras ministradas pelos Doutores da Alegria.
Por meio de seminários e oficinas práticas, os participantes puderam aprofundar o olhar e refletir sobre seu cotidiano de trabalho e relacionamentos. O Centro também disponibiliza um acervo sobre o assunto, como livros, artigos, documentos e teses. Já pelo site www.doutoresdaalegria.org.br, o usuário pode acessar o conceito e a finalidade do Centro, artigos, relatórios e links especializados sobre o assunto, novidades, eventos e seminários que estejam acontecendo, referências bibliográficas, a pesquisa dos efeitos que o humor exerce sobre a saúde, e o Fórum de Discussões, onde podem ser elaboradas e discutidas as mais variadas questões.
Ao completar quatorze anos de fundação, os Doutores da Alegria inovam mais uma vez ao lançar revista semestral que primará pela diversidade de temas e tratará também artigos de profissionais convidados, de diferentes áreas do saber
O caderno Boca Larga – Coleção Doutores da Alegria surgiu da necessidade do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da instituição de divulgar suas atividades, ampliando assim o seu alcance. A proposta da revista é tratar, a cada novo volume, de um tema diferente. Partindo da constatação de que há atualmente poucas publicações sobre palhaços e, mais ainda, sobre palhaços em hospitais, para esse volume inaugural foram escolhidos como assuntos a serem abordados a formação desse artista; qual a procedência histórica do palhaço brasileiro; ética e qualidade no trabalho de palhaços em hospitais.

Para Wellington Nogueira, fundador e coordenador artístico dos Doutores da Alegria, o primeiro volume da coleção Boca Larga auxiliará na formação de futuros artistas e no aprimoramento daqueles que já estão em contato com o público dos hospitais: “Bem fundamentados, podemos discutir e instigar cada vez mais ética e qualidade na atuação do palhaço, do artista cênico, do palhaço que vai para o hospital, do ator que busca novas formas de tocar seu público, do artista que busca novos públicos, de toda essa legião de pessoas cuja paixão e respeito pelo ofício de artista faz com que o mundo viva, perceba e encontre beleza, sentido, solução”.
De acordo com estudos recentes, o ato de rir beneficia a saúde do ser humano (comprovadamente, facilita a vasoconstricção e reduz o fluxo de sangue para a pele, diminuindo a sensibilidade cutânea e produzindo o relaxamento muscular). Mestre em psicologia responsável por uma pesquisa que constatou os benefícios da atuação dos Doutores da Alegria na recuperação de jovens hospitalizados, “Hoje sabemos de resultados importantes da intervenção dos palhaços – mudança de comportamento expressiva na criança alimentando-se melhor, aceitando medicações e exames, melhora da comunicação com pais e profissionais da saúde e a diminuição do stress da internação. Neste sentido esta revista pretende ser um espaço de encontro, conversa e conhecimento para temas que falem de humor, arte e desenvolvimento da saúde. Visa colaborar na construção de bases sólidas para que a atividade do palhaço se estabeleça como lugar de desenvolvimento cultural e transformação social”.






Aluno:
Data:
Curso: Período
Disciplina:
Professor:

1) Tema do filme:

2) Autor do filme:


3) Dados Positivos do filme:

4) Dados negativos do filme:


5) Mensagem final do filme para o nosso cotidiano:

6) Que mudaria no filme?


7) Qual a base de Pesquisa que você poderia extrair do filme?

Por Karmem Amambahy
Diante de todo o contexto envolvendo dificuldade de aprendizagem, é necessário que muito se reflita acerca de como podemos contribuir na aprendizagem desses alunos.
Temos que ter em mente que não há criança que não aprenda o que ocorre é que algumas aprendem de modo mais rápido, outras não. Sem sombras de dúvida, para o sucesso escolar desses alunos com dificuldade de aprendizagem falta uma associação de fatores que envolvam ambiente adequado + estímulo+ motivação + organismo, possibilitando que o professor na sua árdua tarefa de lidar com as mais diferentes adversidades saiba que antes de tudo, se faz necessário saber avaliar, distinguir e principalmente querer mudar, respeitando cada criança em seu estado de desenvolvimento.
Por que a dificuldade de aprendizagem é um déficit específico da atividade acadêmica, enquanto o distúrbio de aprendizagem é uma disfunção intrínseca da criança relacionada aos fatores neurológicos.
As crianças portadoras de distúrbio de aprendizagem não são incapazes de aprender, pois os distúrbios não é uma deficiência irreversível, mas uma forma de imaturidade que requer atenção e métodos de ensino apropriados. Os distúrbios de aprendizagem não devem ser confundidos com deficiência mental.
Considera-se que uma criança tenha distúrbio de aprendizagem quando: Não apresenta um desempenho compatível com sua idade. Apresenta discrepância entre seu desempenho e sua habilidade intelectual em uma ou mais das seguintes áreas; expressão oral e escrita, compreensão de ordens orais, habilidades de leitura e compreensão e cálculo e raciocínio matemático.
Apresenta problemas de aprendizagem em uma ou mais áreas. O problema de aprendizagem não é devido a deficiências visuais, auditivas, nem a carências ambientais ou culturais, nem problemas emocionais. Os diagnósticos são um emaranhado de situações associadas. A tomada de decisão diagnóstica envolve a ponderação da adequação de diferentes diagnósticos. Isto é um processo e as decisões diagnósticas não são possíveis até que haja dados suficientes.
Uma parte importante e às vezes negligenciada da avaliação da criança com distúrbios de aprendizagem é o fornecimento de um feedback ou retorno aos pais, a profissionais e ao aluno.
Os sintomas que aparecem ou são manifestados:
Distúrbios da atenção e concentração que retrata os comportamentos dos alunos.
Dificuldades de leitura manifestada pela aquisição das competências básicas relacionadas a fase de decodificação, como sendo a compreensão e interpretação de textos, as dificuldades de escrita e presença de erros ortográficos em geral.
Dificuldades na matemática, que se revelam na aquisição da noção de números, no lidar com quantidades e relações espaços-temporais e problemas de aquisição e utilização de estratégias para aprender, manifestados na falta de organização comprometendo o sucesso na aprendizagem.
E prestar atenção, compreender, aceitar, reter, transferir e agir são alguns dos componentes principais da aprendizagem.
As causas mais freqüentes para as dificuldades de aprendizagem são: Escola, Fatores cognitivos, Desenvolvimento da linguagem, Fatores afetivo-emocionais, Fatores ambientais (nutrição e saúde), Diferenças culturais e ou sociais.
Escola é onde estão incluídos os fatores intra-escolares como inadequação de currículos, de programas, de sistemas de avaliação, de métodos de ensino, e relacionamento professor - aluno. Vale salientar a necessidade de diferenciar com uma especial atenção, as crianças com dificuldades de aprendizagem das crianças com dificuldades escolares. Para elas essas últimas revelam a incompetência da instituição educacional no desempenho de seu papel social e não podem ser consideradas como problemas dos alunos.
É comum ainda vermos professores usando material de ensino desestimulante, desatualizado, totalmente desprovido de significado para os alunos, sem levar em consideração suas diferenças individuais. O aluno não se envolve no processo de ensino-aprendizagem e fica mais difícil a assimilação de conhecimentos.
Não podemos considerar essas crianças defeituosas, ou deficientes, elas podem sim aprender! É preciso procurar uma forma de ensino e não algo que esteja errado na criança. É provável que seu método de ensino e a forma de aprendizagem pela criança estejam em defasagem. Nem a criança nem o professor devem ser responsabilizados por isso, mas o professor pode ser responsável se não tentar algo mais.
O papel da escola é desenvolver o potencial de cada um, respeitando as características individuais do aluno e sempre procurando reforçar os pontos fracos e auxiliando na superação dos pontos fracos, evitando dessa forma que as dificuldades que as crianças possuem na sejam motivos para serem excluídas no processo de aprendizagem e muito menos possam ser rotuladas ou discriminadas.
Outro fator no papel da escola é a família, pois permite a troca de experiência entre pais e professores. É muito importante que haja uma integração entre ambos. Tanto os pais quanto os professores precisam entender que as dificuldades que a criança possua não é culpa de ninguém, e que se tiver um trabalho em conjunto todos serão beneficiados, principalmente a criança.


Referências Bibliográficas
• FONSECA, V. Introdução às dificuldades de aprendizagem. 2 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
• CIASCA, Sylvia M. Distúrbio de Aprendizagem: Proposta de Avaliação Interdisciplinar. S.P: Casa do Psicólogo, 2003. Pp 19 – 29.
• PENNINGTON, Bruce F. Diagnóstico de Distúrbios de Aprendizagem. S.P: Pioneira, 1997. Pp 34 – 40. Cap.3, Parte I.